Termina no dia 3 de março o prazo para registro de granjas de postura - Por dentro das Granjas - A Hora do Ovo

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Guilherme Marques: sem prorrogação

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o MAPA, alerta os avicultores do Brasil que está se encerrando o prazo para o registro de granjas no serviço veterinário estadual (SVE). Quem ainda não registrou sua granja deve fazê-lo até o dia 3 de março, informa o Ministério, lembrando que a solicitação é necessária para realização de vistoria e emissão do Laudo de Inspeção Física e Sanitária. Guilherme Marques, diretor do Departamento de Saúde Animal do MAPA, alerta que o prazo não será prorrogado. Sem comprovação do requerimento de registro, as granjas não poderão alojar mais novas aves.

Para obter o registro, as granjas precisam comprovar o cumprimento das normas de biosseguridade, como a instalação de telas e outras medidas contidas na Instrução Normativa do Mapa nº 56/2007, destinadas à prevenção de doenças, como a influenza aviária, doença de Newcastle e salmoneloses.

A equipe do Departamento de Saúde Animal do Mapa se reuniu com entidades ligadas ao setor de avicultura para atualizar-se sobre o andamento dos pedidos de registro. Também videoconferências estão sendo realizadas com secretarias estaduais e associações de produtores para esclarecer dúvidas e orientar sobre o melhor procedimento de registro.

Na prática, as granjas devem entregar documentação e informar que estão aptas a receberem auditoria do serviço veterinário oficial. Cabe a esse veterinário o controle sanitário do estabelecimento e atestar por meio de declaração, junto com o registro, que a granja atende aos requisitos de biosseguridade. Segundo Guilherme Marques, “nas principais regiões produtoras do país, mais de 90% das granjas já protocolaram seus pedidos”. Até porque, segundo ele, é um tema que há mais de uma década vem sendo tratado e prorrogado. Mas chegou o momento de ser colocado em prática definitivamente, advertiu Marques.

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Bruno Pessamilio: proteção é fundamental

O chefe da Divisão de Sanidade de Aves do DSA, Bruno Pessamilio, explica que o objetivo é manter a produção avícola nacional com níveis adequados de biosseguridade. “Nossa ideia é continuar no processo de conscientização, de harmonização de procedimentos. Queremos conversar, entender quais as dificuldades dos criadores, resolver os problemas e completar o processo”, argumentou Pessamilio. Com relação ao telamento dos galpões – uma das medidas exigidas -, o chefe da divisão alertou que esse tipo de proteção é fundamental para isolar as aves de produção das aves silvestres e de aves domésticas soltas, que podem introduzir doenças ao plantel.

Ao todo, o plantel aviário brasileiro é reunido em torno de 41 mil granjas. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango. A produção avícola é exportada para aproximadamente 160 países. Um total de aproximadamente 32% da carne de frango é embarcada para o exterior e, 68%, consumida no país. “A sanidade é fundamental para garantir todo esse negócio e proporcionar seu crescimento”, conclui Pessamilio.

Em relação à produção de ovos, o cenário não é diferente, já que, embora não tenha uma exportação expressiva, a postura brasileira é responsável por abastecer o mercado interno e deve prosseguir sustentando essa demanda com qualidade e, especialmente, com a sanidade em dia, o que tem permitido ao setor se manter longe de grandes problemas, como as doenças dos planteis.

(A Hora do Ovo, com informações do MAPA. Fotos: divulgação)

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