Ministro Blairo Maggi assina IN 10 buscando prevenção à influenza aviária - Por dentro das Granjas - A Hora do Ovo

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Entidades avícolas, autoridades e avicultores presentes à assinatura da IN 10 pelo Ministro Blairo Maggi

 

Foi na sede da ABPA, a Associação Brasileira de Proteína Animal, em São Paulo, no último dia 21 de fevereiro, que o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinou a Instrução Normativa 10, adequada para garantir maior biosseguridade nas granjas e como prevenção à influenza aviária. Maggi se reuniu com a diretoria da ABPA e também concedeu entrevista à imprensa, falando sobre as medidas de proteção às granjas num momento tão crítico em que Europa e Ásia vivem surtos de influenza aviária. Destacou que o Brasil tem papel importante a cumprir como um dos maiores produtores de ovos e aves do mundo, e também, maior exportador de carne de frango do planeta.

As regras da IN 10 já foram recomendadas por uma política anterior, a instrução IN 56, de 2007, e agora, de fato, chega como exigência sem protelação do maior rigor no controle da biosseguridade para a produção de ovos e aves no Brasil. Segundo informou Maggi, o rigor na fiscalização será maior, com fiscalização periódica pelas secretarias de agricultura. As granjas terão prazo de um ano para se adequarem às novas normas de segurança dispostas na IN 10. Mais de 40 representantes da agroindústria e de associações ligadas ao setor participaram do encontro com o ministro.

Entre as medidas que deverão ser tomadas está a exigência de colocação de tela em galpões de aves poedeiras, e não apenas nas de corte, como já era previsto, e prazo para que os estabelecimentos avícolas apresentem requerimento de registro junto ao serviço veterinário estadual. O telamento dos aviários vem sendo debatido há anos entre avicultores e autoridades, desde que a iniciativa foi posta como exigência do Ministério da Agricultura e Pecuária, em 2007. Entre as medidas da IN 10, ainda, a instalação dos rodolúvios, a proteção contra pragas e roedores e os cuidados com a água de beber das aves, entre outras medidas.

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Blairo Maggi: medida visa proteger a avicultura brasileira 

 

Para Francisco Turra, presidente da ABPA, todas as mudanças foram amplamente discutidas ao longo dos últimos dois anos com profissionais do setor e pelo Grupo Estratégico de Prevenção de Influenza Aviária, o GEPIA, que integra a ABPA. Ele destaca que a importância dessas medidas é extrema pois o Brasil é o líder mundial na exportação de frango, “e reforçar o controle e a segurança fará com que a gente expanda ainda mais”, dosse, durante a assinatura da IN 10. Hoje, o Brasil exporta para mais de 160 países.

A opinião é compartilhada pelo ministro Blairo Maggi: “Somos o maior exportador de frango do mundo. Nos orgulhamos por nunca ter havido um caso de influenza aviária no Brasil. Mas, vamos reforçar e atualizar as normas. Por isso, assinei Instrução Normativa. O objetivo é prevenir a influenza aviária.”

Blairo Maggi citou os casos da doença na Alemanha, na Suíça e no Chile e disse que o governo brasileiro está em alerta e vai continuar privilegiando a prevenção. “O que queremos é nos antecipar”, afirmou o ministro. Precisamos criar condições para que o problema não chegue. Se um dia tivermos a infelicidade de ter um problema desses, não será por falha técnica”. Maggi disse ainda que a conscientização da necessidade dessas medidas deve estar presente entre os avicultores, pois se trata de proteger a atividade para todos, tanto para quem produz como para quem depende da economia gerada pela cadeia avícola. “Se entrar uma gripe aviária no Brasil, os nossos prejuízos serão incalculáveis”, acrescentou o ministro.

O presidente da ABPA, Francisto Turra, destacou que 45 países já informaram a ocorrência de influenza aviária à Organização Internacional de Saúde Animal. Os países afetados perderam espaço no mercado internacional, um volume que correspondente a 700 mil toneladas de carne de frango por ano. “A China teve prejuízos de R$6 bilhões de dólares. Os Estados Unidos perderam 16% do mercado externo”, afirmou Turra.

Segundo informa a Agência Brasil, a partir da publicação da nova IN no Diário Oficial, os proprietários de granjas terão um prazo para se adequarem às novas regras, sob pena de restrição de novos alojamentos de aves. “Em comum acordo, foi negociado um período maior para a colocação de telas de proteção nos aviários”, destaca a nota da agência.

Há muito a ser feito para que as granjas alcancem um padrão requisitado para biosseguridade e possam estar de acordo com as normas requeridas. Pelo menos é o que indicam os números apresentados pela ABPA e pelo Ministério, segundo os quais, por exemplo, 60% das granjas em São Paulo – o maior produtor de ovos do país - estão fora dos padrões requisitados pela nova política, índice que chega a quase 100% em Goiás, segundo os números do Ministério.

“Uma das normas mais polêmicas e que mais vai custar ao produtor será o telamento de todas as unidades. As granjas mais modernas já estão adequadas, já nascem assim. Mas o problema é que temos uma avicultura mais antiga em São Paulo e no Rio Grande do Sul, onde os aviários não têm essa proteção”, disse o ministro, informando que há uma linha de financiamento Inovagro - Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção – que  atende a esse tipo de investimento, com juros mais baratos. “Temos os recursos, agora temos uma direção e um prazo. Daqui para a frente, espero que haja uma procura maior por esses recursos”, disse Blairo Maggi.

(A Hora do Ovo, com informações da assessoria de imprensa da ABPA, Ministério da Agricultura e Pecuária e Agência Brasil. Fotos: ABPA)

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