Avicultura paulista já conta com compartimentação na produção - Por dentro das Granjas - A Hora do Ovo

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Membros da APA, ABPA, Defesa Sanitária e Cobb-Vantress: certificação

A assessoria de imprensa da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo informou, com satisfação, em meados de dezembro, a implantação do primeiro projeto de compartimentação da avicultura industrial para prevenir a influenza aviária e a doença de Newcastle, de acordo com as regras estabelecidas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O projeto foi apresentado no dia 9 de dezembro de 2016, na sede da empresa Cobb-Vantress, em Guapiaçu, no Noroeste do Estado.

Com 34% da produção voltada à exportação, a empresa de genética avícola Cobb-Vantress foi a primeira do Brasil a receber o documento emitido pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A solenidade de certificação da Cobb-Vantress aconteceu no dia 21 de novembro e contou, inclusive, com a presença de Monique Eloit, diretora-geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).Para manter a certificação obtida no processo de compartimentação – regulada através da Instrução Normativa 21 -, é necessário se submeter a vistorias sanitárias permanentes.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), acompanhou a formatação do projeto da Cobb, a partir de 2006, incluindo as simulações e o atendimento às exigências de biosseguridade pelo órgão internacional. O órgão paulista será responsável pela monitoria das propriedades no entorno do compartimento.

O coordenador de Defesa Agropecuária da Secretaria, Fernando Gomes Buchala, que representou o secretário Arnaldo Jardim na entrega, participou da elaboração do projeto. “Em 2004, nós nos preocupamos em saber como o mercado brasileiro reagiria no caso de um possível surto e a primeira opção seria o fechamento do mercado. Surgiu então a necessidade de blindar o sistema para que não comprometa os negócios do país”, afirmou. “Essa certificação é um primeiro passo e nos traz uma grande responsabilidade de garantir a sanidade dos planteis, atividades que demandam mais ações da equipe de defesa agropecuária paulista”, relatou Fernando Buchala.

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Jairo Arenazio com Monique Eloit e Blairo Maggi na certificação no MAPA

Para o diretor-executivo da Cobb-Vantress para a América do Sul, Jairo Arenazio, a conquista da certificação é um importante passo para que outras empresas sejam reconhecidas. “Em 2006, a Cobb atingiu um volume expressivo no mercado brasileiro e queríamos focar na exportação. O processo de biosseguridade é uma garantia de que o nosso produto chegará em perfeitas condições ao seu destino final”. De acordo com o executivo, a compartimentação trará um importante diferencial ao agronegócio brasileiro. “A próxima etapa é certificar e controlar os fornecedores de milho, por exemplo, promovendo total garantia sanitária no estoque”, afirmou.

Trata-se de reafirmar o pioneirismo do agronegócio brasileiro, ressaltou Érico Pozzer, presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA). “Pelas proporções continentais do Brasil, a compartimentação é de extrema necessidade para que uma situação isolada em uma região não afete o comércio internacional de São Paulo, por exemplo. É um grande passo para o aperfeiçoamento da biosseguridade, que acredito que, em breve, será disseminado a todas as casas genéticas e, a médio e longo prazo, pode migrar à produção do frango e outros demais setores da cadeia produtiva”, explicou.

Na opinião do superintendente do Mapa no Estado de São Paulo, Francisco Jardim, a adequação às normas da OIE é uma clara demonstração da parceria entre o setor público e produtivo. “É uma ação focada na busca do interesse comum. Hoje o Brasil é o quinto produtor de alimento do mundo, com a responsabilidade de abastecer mais de 200 países. Temos uma vantagem comparativa muito forte de recursos como terras, água, clima, pessoas, e precisamos transformar isso em vantagem competitiva, trabalhando juntos em ações como a adoção da compartimentação”, afirmou.  

 “A OIE estimulou o Brasil a adotar o programa de compartimentação, uma forma de conferir crédito a essa operação adotada por um país de grande relevância ao agronegócio. Foi uma quebra de paradigmas, um programa construído com o apoio do governo e auditado pelo Ministério”, avaliou Ariel Mendes, diretor de produção da ABPA. “Os requisitos são estabelecidos pelo Ministério e Secretaria e envolvem granja de matrizes, reprodutoras, abatedouros e fornecedores. A participação da defesa agropecuária paulista foi essencial, pois o órgão promoveu a monitoria sorológica tanto no compartimento como no seu entorno”, contou. 

COMPARTIMENTAÇÃO & SANIDADE

A compartimentação traz uma nova perspectiva sobre a gestão sanitária da produção.  Dividindo cada núcleo de produção em compartimentos, o modelo estabelece um rastreamento sanitário pleno da produção, permitindo gestões mais rápidas e efetivas em caso de crises sanitárias.   Com isto, reduzem-se os impactos econômicos gerados e se proporciona ainda mais segurança sanitária e credibilidade à cadeia produtiva.

A Associação Brasileira de Proteína Animal, a ABPA, desenvolveu as normas e contribuiu nas negociações com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) para o reconhecimento do modelo brasileiro. Os estudos para a instalação do programa começaram em 2008.

“Mais que um modelo, a produção compartimentada é ‘grife’ para as empresas que a adotarem, exatamente por representar um salto no status sanitário daquele núcleo produtivo. O Brasil é o único país hoje, no mundo, que tem este diferencial”, destacou Francisco Turra, presidente da ABPA, à época da assinatura das regras pelo Ministério da Agricultura, em outubro de 2014.

(A Hora do Ovo, com informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo e ABPA. Fotos: Seag)

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