Qualificaves apresenta comparativo de linhagens na avicultura de postura - No Mundo do Ovo - A Hora do Ovo

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Palestra comparativa entre linhagens: cada avicultor deve mensurar os melhores ganhos por tipo de ave

 

A cada novo módulo um importante aprendizado para melhorar e qualificar ainda mais a produção de ovos. É com esse objetivo que a AVES, a Associação dos Avicultores do Espírito Santo, promove o Programa Anual de Capacitação de Avicultores – Qualificaves Postura Comercial. O quarto módulo foi realizado dia 16 de agosto, durante a programação da 7ª Semana Tecnológica do Agronegócio (STA), em Santa Teresa, e apresentou uma importante visão das linhagens de aves mais utilizadas na região.

Na ocasião, o tema apresentado aos avicultores foi justamente um comparativo técnico/econômico de diversas linhagens visando auxiliar o produtor de ovos no melhor rendimento para sua granja. Na palestra foram comparadas as linhagens W-36 e W-80, da Hy-Line, e a Bovans White, da marca Hendrix Genetics.

A palestra, promovida em parceria com a Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi), foi ministrada pelo médico veterinário da Cooperativa, Tarcísio Simões Pereira Agostinho, no auditório da STA, realizada no Parque de Exposições de Santa Teresa, na Serra Capixaba.

Considerado um tema sensível, a comparação foi feita baseada em diversos cenários, com apresentação de cálculos e situações variadas. Tarcísio apresentou um perfil da avicultura do Brasil e do Espírito Santo, com destaque para a produção capixaba, e mostrou dados baseados em simulações de lote de 10 mil aves, com três linhagens diferentes, escolhidas por serem as mais usadas na região.

Conforme relato da assessoria de comunicação da AVES, na tabela comparativa, os números levaram em consideração o percentual de produção, o peso dos ovos, o consumo e o nível nutricional da ração, a mortalidade, o preço da franga, a depreciação, a mão de obra, o esterco e o descarte das aves. Por meio de simulações, foram levados em conta quesitos como, maior persistência de pico, comportamento da ave e relação entre galpões automáticos e convencionais.

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Dados apresentados devem ser contextualizados por cada produtor

“Nós mostramos a complexidade e as particularidades de cada linhagem, baseadas nos manuais das linhagens, informações fornecidas pela própria empresa de genética, sem favorecer a nenhuma delas. Apresentamos dados e situações para que os avicultores possam concluir o que é melhor”, explicou o palestrante.

O zootecnista da Coopeavi, Felipe Barreto, complementou: “Não existe uma linhagem ideal. Isso vai depender da realidade de cada um. O que é mais econômico: trabalhar com uma linhagem com resultado menor, não se preocupar muito com a sanidade do lote, ou trabalhar com uma linhagem mais eficiente, com melhor rendimento em conversão alimentar, e ter cuidado maior com biossegurança de um modo geral? É preciso analisar”, complementou.

(A Hora do Ovo, com informações e fotos da assessoria de imprensa da AVES)

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