Biosseguridade é arma crucial para o controle da salmonela, mostra workshop - No Mundo do Ovo - A Hora do Ovo

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Workshop reuniu a cadeia avícola em Campinas (SP) para debater a salmonela, riscos e prevenção

 

Todos já sabem, mas nunca é demais reforçar, afinal, o debate e o controle sobre as doenças na avicultura merecem vigilância permanente. É por conta disso que três entidades realizaram, no dia 14 de agosto, o Workshop sobre salmonela na avicultura, evento que reuniu a cadeia avícola no auditório do Instituto Agronômico de Campinas, o IAC, em Campinas (SP), visando exatamente agregar informações úteis e proporcionar profícuo enfrentamento desse sério problema que atinge a indústria avícola.

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José Roberto Bottura, Angelo Berchieri, Paulo Martins e Erico Pozzer:
salmonela em debate por especialistas e lideranças

O workshop, que foi gratuito e com inscrições esgotadas antecipadamente, foi organizado pela APA (Associação Paulista de Avicultura), CDA (Coordenadoria de Defesa Agropecuária) e Facta (Fundação Apinco de Ciência e Tecnologia Avícolas) e mostrou a importância de o setor estar sempre alerta para manter a sanidade, que é um dos patrimônios da avicultura brasileira.

Alguns pontos foram destacados, conforme informa a assessoria de imprensa do evento. Entre elas, as constatações de que “as salmonelas existem e as cargas embarcadas para o exterior estão sendo 100% analisadas para a União Europeia, mas, ainda assim, é utopia pensar na eliminação total da bactéria. Temos que pensar na redução desse patógeno. E isso não vai acontecer da noite para o dia”, destacaram os presentes. Outro pensamento compartilhado por todos é sobre o papel do ser humano para controlar a salmonela.

A necessidade da realização da sorologia e identificação da salmonela também foi tópico exaustivamente abordado. José Roberto Bottura, diretor técnico da APA, acredita que a ocasião foi de grande utilidade para reciclar o que já se sabe sobre o controle da salmonela e recordar os princípios fundamentais da biosseguridade.

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Paulo Martins, Mário Sérgio, Ângelo Berchieri, Edir Nepomuceno, Anderlise Borsoi, Luciano Lagatta e Cristiano Pereira

 

Paulo Martins, do laboratório Biocamp, falou sobre Histórico da biosseguridade voltada para a influenza aviária, mas o nosso problema continua sendo salmonelas, e deixou como reflexão: “Medidas avulsas não têm efeito sozinhas. Nossa principal arma para tratar a salmonela é a biosseguridade. Precisamos monitorar cada etapa da produção”, enfatizou.

O Professor Ângelo Berchieri, da Unesp de Jaboticabal (SP), lembrou a trajetória da ave rumo à produção e destacou a importância de pensar na sanidade desde o início: “Temos que trabalhar com pintos de um dia livres de salmonela. Se a bactéria já está presente no primeiro dia da produção, vai ser muito mais difícil resolver o problema. Antibióticos não devem ser usados para tratar a salmonela. Eles não são a solução e vão no máximo esconder o patógeno. O alimento das aves também são uma importante porta de entrada da salmonela e precisa ser monitorado”, reforçou Berchieri, que no workshop apresentou o tema Epidemiologia básica da salmonelose.

Outro nome de peso da avicultura brasileira, Edir Nepomuceno, membro da Facta e da Ghenvet, recordou os princípios fundamentais da biosseguridade e, em sua apresentação foi enfático: “Não tente fazer amizade com as salmonelas. Faça um grande esforço de controle e tenha um plano já definido para quais medidas serão adotadas na sua granja caso você encontre a bactéria. Três pontos são fundamentais: o pintinho que você compra, a ração/alimento e o ambiente (controle de cascudinhos e roedores).”

Cristiano Pereira, da Cobb, também lembrou o papel fundamental das pessoas que trabalham diretamente com a produção, visando à prevenção. Segundo ele, “o mais importante é a atitude das pessoas que vão trabalhar no controle desse patógeno. Os especialistas precisam saber executar o plano de prevenção.”

Trabalhando de perto com a inspeção sanitária, Luciano Lagatta, da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, mostrou que há falhas de biosseguridade (como a limpeza e desinfecção, presença de roedores e cascudinhos) que são encontradas ao realizar vistorias para novos registros e renovações. “Essas falhas, segundo ele, são apontadas e trabalhadas para a concessão dos registros. Em São Paulo, temos atualmente 90% dos galpões de corte já registrados”.

É preciso ensinar também a cumprir as regras, acredita a professora Anderlise Borsoi, da Universidade Tuiuti do Paraná. Ela que falou sobre as legislações ligadas ao controle da salmonela, lembrou que toda a legislação no Brasil referente à salmonela é feita pensando na saúde pública. “E com todas as legislações existentes atualmente, qualquer sorovar de salmonela é importante. E ainda vale lembrar que é só porque existem essas regras que podemos exportar. Mas também não adianta impor uma regra que não vai poder ser cumprida. É preciso ensinar também a cumprir”, afirmou Anderlise, que é médica veterinária com especialização em produção, higiene, tecnologia e inspeção de produtos de origem animal.

Naturalmente que os problemas ligados à salmonela, como acontece na maioria dos problemas de sanidade, os custos são sempre altos quando os produtores não se atêm como devem à biosseguridade e prevenção. Analisando exatamente esse tema, Custo das salmoneloses para a agroindústria, Mário Sérgio Assayag, da Aviagen, confirmou em sua apresentação os prejuízos que poderiam ser evitados. “Em um abatedouro para exportação, as perdas de faturamento equivalem a U$2,30 bilhões/mês ou U$8,53 bilhões/ano. As estimativas de gastos em um possível recall de 10 contêineres é de U$670.000,00”, informou Assayag.

(A Hora do Ovo, com informações e fotos da assessoria de imprensa do evento)

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