Consumo pode chegar a 212 ovos per capita no país, estima ABPA em relatório - No Mundo do Ovo - A Hora do Ovo

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Coletiva à imprensa promovida pela diretoria da ABPA: relatório mostra produção, consumo e exportação

 

A produção de ovos no Brasil deve ter elevação de até 10% neste ano, em relação às 39,9 bilhões de unidades produzidas em 2017, chegando a 44,2 bilhões de unidades. Essa foi a estimativa apresentada pela ABPA, a Associação Brasileira de Proteína Animal, em entrevista coletiva à imprensa, nesta quinta-feira, 23 de agosto. Na sede da entidade, em São Paulo (SP), a diretoria da ABPA também apresentou a estimativa de aumento do consumo de ovos, que deve deixar a casa das 192 unidades para alcançar 212 ovos per capita este ano.

As exportações de ovos totalizaram 5,8 mil toneladas entre janeiro e julho, volume 59% superior às 3,66 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2017.  Em receita, houve aumento de 84%, com US$ 9,33 milhões de dólares este ano, contra US$ 5,07 milhões em 2017.

Apesar do crescimento na produção de ovos, exportação e consumo do alimento, os diretores da entidade que representa a proteína animal no Brasil analisaram 2018 como um ano difícil, em que a produção brasileira sofreu vários revezes. Especialmente no setor de frango, a situação não foi nada tranquila, ainda que no início de 2018, a projeção traçada pela ABPA fosse de estabilidade.  

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Francisco Turra, em entrevista: período desafiador para o setor

“O ano de 2018 tem marcado um dos momentos mais críticos da história para os produtores de aves, ovos e de suínos do Brasil”, destacou o relatório da ABPA, entregue aos jornalistas durante a coletiva. A análise leva em conta a suspensão de plantas brasileiras exportadoras de carne de frango pela União Europeia, a continuidade do bloqueio russo à carne suína, a instituição de novos critérios halal por países Árabes e a aplicação de equivocadas medidas de direito antidumping pela China. “Esses foram alguns dos fatores que colocaram o setor em um período desafiador, cujo ápice ocorreu no fim de maio, durante a Greve dos Caminhoneiros”, lembrou o relatório.

Diversos fatores internos impactaram na perda de competitividade da produção de aves e de suínos, aponta a análise da ABPA, que prossegue, com o seguinte teor:

“Neste contexto, destacam-se a elevação dos custos de produção, especialmente pela alta do milho e do farelo de soja.  No caso do milho, a elevação média é de 53% em relação ao mesmo período do ano passado (comparação com agosto de 2017). Já a alta da tonelada de farelo de soja supera 43%. O fator cambial e a redução da oferta de grãos nesta safra impactaram substancialmente este quadro.  Como consequência direta desta elevação – além do fato da elevação do preço do transporte - foi o anúncio de importação de milho de países do Mercosul, ocorrido no início deste semestre.

O tabelamento do frete também é um fator de perda de competitividade. A Greve dos Caminhoneiros mostrou ao Brasil a grande dependência da avicultura e da suinocultura da logística rodoviária. Utiliza, para isto, transportes dedicados – por questões sanitárias – tanto para animais, quanto para produtos. Exatamente por isto, são transportes fidelizados, majoritariamente em distâncias curtas. Com a nova tabela, o custo logístico dos setores apresenta uma elevação média de 35% - chegando próximo de 80% em algumas modalidades, como o transporte de ração.

Com a somatória destes fatores – tabelamento de frete e elevação dos custos de produção – os preços das carnes e outros produtos de aves e de suínos tendem a aumentar por volta de 15% para o consumidor final.

As perdas poderiam ser maiores, não fosse a forte diversificação de mercados importadores da proteína animal do Brasil. No mercado internacional, grande parte das exportações que antes eram destinadas a Rússia tiveram países da Ásia (China e Hong Kong) e da América do Sul (Chile, Uruguai e Argentina) como destino.  Na para a carne de frango, China, México, Iêmen, Emirados Árabes Unidos e outros mercados reduziram os impactos do embargo europeu.”

Para a carne de frango, as estimativas são as seguintes:

A produção de carne de frango deverá apresentar redução de 1% e 2% neste ano, em relação às 13,058 milhões de toneladas produzidas em 2017, girando em torno de 13 milhões de toneladas.

Esta redução é puxada pela diminuição no alojamento de pintos de corte, estimada entre 3% e 5%, impactando na oferta disponível de carne de frango.

No início de 2018, a projeção inicialmente traçada pela ABPA era de crescimento entre 2% e 4%.

O consumo per capita estimado para este ano é de 42 quilos (em 2017, foram 42,07 quilos)

Exportações

PREVISÃO: As exportações de carne de frango deverão retrair entre 2% e 3% neste ano, em relação às 4,32 milhões de toneladas embarcadas em 2017, alcançado neste ano 4,2 milhões de toneladas.

No início de 2018, a projeção inicialmente traçada pela ABPA era de crescimento entre 1% e 3%.

Exportações 2018 (Jan/julho)

As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 463,1 mil toneladas em julho.  O número, 20,6% superior às 384 mil toneladas exportadas no sétimo mês de 2017, é o maior fluxo mensal de embarques já registrado na história do setor.  (PREVISÃO: Para agosto, a estimativa de exportação supera 400 mil toneladas, o que deve colocar a média mensal de exportações deste ano próxima das médias históricas registradas em 2016 e 2017).

O desempenho nas exportações gerou receita de US$ 711,1 milhões, saldo 15,7% acima do alcançado em julho do ano passado, com US$ 614,8 milhões.

Com o número significativamente maior das exportações do mês passado, o saldo dos embarques registrados em 2018 reduziu os níveis de perdas acumuladas na comparação com o ano anterior.

Entre janeiro e julho deste ano, foram exportadas 2,3 milhões de toneladas, volume 8,2% abaixo das 2,505 milhões de toneladas efetivadas nos sete primeiros meses de 2017 (entre janeiro e junho, a retração era de 13,5%). 

A receita das vendas internacionais neste ano totalizou US$ 3,675 bilhões, número 12,4% menor que os US$ 4,197 bilhões obtidas no ano passado.

Principal destino, a Ásia importou 790 mil toneladas entre janeiro e julho (+1,4%).  Para o Oriente Médio, na segunda posição, foram embarcadas 752,1 mil toneladas (-10%).  Os países da África, com 323,4 mil toneladas (-15,2%), União Europeia, com 139,5 mil toneladas (-29,2%), das Américas, com 188,9 mil toneladas (+8%), Europa Extra-EU, com 60 mil toneladas (-26,9%) e Oceania, com 1,2 mil toneladas (-3%) completam a lista.

Conheça todos os dados sobre a produção de proteína animal no site da ABPA: Produção e exportações da avicultura e suinocultura

(A Hora do Ovo, com informações e fotos da assessoria de imprensa da ABPA)

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