Tem ovo? - Crônicas - A Hora do Ovo

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Sempre aconteceu, mas desde que o arrocho financeiro apertou nesses tempos de incertezas econômicas, é constante o número de pessoas que ligam ou mandam e-mail para A Hora do Ovo querendo.... COMPRAR OVOS!

Gente apressada, que ao realizar busca na internet sobre mercado de ovos, chega rápido ao site da A Hora do Ovo. São pessoas de todo lugar, que ligam querendo saber se vendemos ovos em pequena quantidade, em grande quantidade, se tem ovos de codorna em toneladas para vender em Angola, se tem ovo em pó, se tem ovo caipira, se tem clara pausterizada de ovo orgânico!

Explico, com calma, que A Hora do Ovo, apesar do nome, não vende ovos...

- Não somos uma granja, meu senhor!

- Não, também não somos uma fábrica de processar ovos. Não, não vendemos pintainhas de codorna...

- Não, não, apenas noticiamos, meu senhor. Somos jornalistas!

- Mas entrega em São Paulo?  – pergunta a pessoa, sem nem prestar atenção ao que eu disse. E eu, conformada, acabo respondendo:

- Não, não entrego, não...

É fácil entender por que tanta gente, diante da crise, pensa em vender ovo. Afinal, ovo todo mundo come, toda cozinha precisa, está cada vez mais valorizado como alimento, é opção econômica, nutritiva e gostosa para o cardápio.

Lembro-me de ouvir, no Congresso da APA em 2015, a médica veterinária Lygia Pimentel, da Agrifatto, dizer - em palestra sobre a tendência de mercado para o ovo - que a crise financeira iria atingir sim, o mercado de ovos, mas apenas quando ela estivesse mais aguda, ou seja, quando o arrocho fosse de tal monta que para o consumidor já não bastasse migrar da carne ou frango para o ovo para economizar. Tal seria o aperto que o ovo estalado no arroz com feijão permaneceria, mas adeus aos ovos frescos reservados para os bolos ficarem mais fofinhos e as massas mais gostosas, adeus para as gostosuras em sobremesa. Humm...

Então, já que o ovo sempre tem vez, mesmo sob severa crise, não é de se espantar que tanta gente agora procure abrir caminhos e pense em vender ovo de porta em porta, tente comprar duas caixas para ver como é o negócio, quem sabe entregar na feira, vender para a padaria, quem sabe...

Ovo é sempre uma solução! Para mim é solução das grandes, pois a cadeia do ovo é o mercado com qual mais trabalho. Estar, através da A Hora do Ovo, na mira daqueles que buscam um caminho de prosperidade no mercado do ovo de galinha e de codorna, é uma consequência muito boa, afinal. Mesmo quando me ligam antes das sete da manhã ou já passado das oito da noite, e eu, desligada do trabalho, preparando o café da manhã que me acorda ou o jantar, com a fome apertada, e perguntam, assim na lata:

- Quanto tá a caixa de ovo branco?

- Oi?... 

ELENITA MONTEIRO é jornalista, editora da revista A Hora do Ovo e acompanha a avicultura de postura há 20 anos. E, claro, adora ovo!

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