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A nutrição das aves também exige ações racionais

Na avicultura de postura tem-se buscado o desenvolvimento das mais diferentes áreas, como a genética, o manejo, a sanidade e a nutrição. Na área da nutrição, especialmente, o cuidado maior é com os índices zootécnicos, porém, não podemos esquecer do custo de produção (otimização do custo da formulação), uma vez que a alimentação representa cerca de 70% do custo total da produção.

No Brasil, a maior parte das dietas para poedeiras é constituída de alimentos de origem vegetal, destacando o milho e o farelo de soja, bem como subprodutos do trigo, girassol, arroz, entre outros. No entanto, todos esses ingredientes apresentam constituintes que não são digeridos pelas aves, como os polissacarídeos não amiláceos (PNAs) e o ácido fítico, ou que são digeridos parcialmente, como as proteínas.

As frações, energia, proteína e fósforo são as que mais imputam custos na dieta de poedeiras comerciais. Incorporando enzimas exógenas, como carboidrases, proteases e fitases à ração, o aproveitamento desses nutrientes pode ser significativamente melhorado.

Os PNAs são polímeros de açúcares simples que fazem parte da parede celular de alimentos de origem vegetal, por exemplo, celulose, hemicelulose, quitinas e pectinas. As poedeiras não têm capacidade de digerir esses compostos, dessa forma, a fibra contida nos ingredientes de origem vegetal, além de reduzir a energia do alimento, pode dificultar o uso de outros nutrientes. Os PNAs podem ser prontamente aproveitados pela ave perante o uso de enzimas exógenas que hidrolisam esses compostos, promovendo o aproveitamento da energia presente nos alimentos.

Na formulação de rações para aves o emprego de ingredientes de origem vegetal é superior aos de origem animal. No entanto, a maior porcentagem do fósforo oriundo dos alimentos de origem vegetal encontra-se combinado com o inositol, formando o ácido fítico, que tem um grande potencial quelante de minerais como o cálcio, magnésio, ferro e zinco, diminuindo a solubilidade e a digestibilidade desses nutrientes.

As aves têm baixa capacidade de utilizar o fósforo fítico, devido à produção insuficiente de fitase endógena. Como o fósforo é um mineral essencial ao organismo, desempenhando funções em vários processos metabólicos e também envolvido na qualidade de casca, ao formular dietas para aves torna-se necessário adicionar outra fonte de fósforo. No Brasil, a fonte de fósforo mais comum é a farinha de carne e ossos.

Outro artifício para o aumento da disponibilidade do fósforo para as poedeiras seria adicionar fitase exógena, sendo que esta catalisa reações de hidrólise das ligações que unem o grupo fosfato à molécula de inositol, tendo a função de romper a molécula de ácido fítico.

As proteínas são nutrientes nitrogenados presentes em todas as células vivas, portanto, são essenciais à vida de todo animal. É o ingrediente de preço mais elevado na dieta para as aves e com a suplementação de proteases ocorre o melhor aproveitamento das proteínas com a liberação de peptídios e aminoácidos, possibilitando redução nos níveis de inclusão desses nutrientes e diminuição da excreção de nitrogênio no meio ambiente, visando o bem-estar animal.

Em síntese, a utilização de enzimas exógenas na dieta pode proporcionar redução dos efeitos negativos promovidos por fatores antinutricionais, maior digestibilidade e melhor disponibilidade dos nutrientes que compõem as dietas, maior desempenho produtivo, possibilita manter maior uniformidade do lote, assegura menor incidência de fezes úmidas e ainda minimiza os impactos ambientais.

Dessa forma, o emprego de enzimas na ração reduz o custo de produção sem acometer o desempenho das aves. Vale ressaltar também que, para seguir efetivamente as exigências nutricionais dos animais e para que expressem o máximo de seu potencial, é indispensável que se formulem rações eficientes.

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ADRIANO KANEO NAGATA

é zootecnista e gerente técnico de aves DSM

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