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A boa nutrição vitamínica garante qualidade do produto final

Estudos recentes demonstram que é importante revisar constantemente os níveis vitamínicos utilizados em dietas de poedeiras, para tirar o máximo proveito do seu potencial genético. As novas Tabelas Brasileiras para Aves e Suínos (Rostagno e col. 2017) apresentaram mudanças consideráveis nos níveis recomendados.

Vitaminas são micronutrientes que devem estar presentes nos alimentos dos animais, ainda que em quantidades muito pequenas (ppm ou ppb) e se diferenciam dos microminerais por sua característica orgânica. Quando ausentes das dietas, são causa de sintomas específicos de deficiência. No entanto, na indústria avícola moderna, já não nos preocupamos apenas com a suplementação vitamínica para a prevenção de deficiências. Outros parâmetros ganham mais importância a cada dia, como desempenho (produção de ovos e conversão alimentar), saúde (resistência a doenças e resposta imunológica), bem-estar animal e qualidade do produto final.

Desempenho

A nutrição deve acompanhar os avanços genéticos para garantir a expressão do potencial dos animais. Segundo Leeson (2007), as poedeiras têm aumentado a eficiência alimentar na taxa de aproximadamente 1,1% ao ano. Caso não se ajuste o nível de vitaminas da dieta, a quantidade de vitaminas suplementada por ovo produzido se reduzirá na mesma proporção.

Recentemente foram publicadas as novas Tabelas Brasileiras para Aves e Suínos da Universidade Federal de Viçosa (Rostagno e col., 2017), com uma revisão importante dos níveis vitamínicos recomendados para poedeiras, em relação à edição anterior (Rostagno e col., 2011).

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A nova recomendação está baseada em pesquisas realizadas na Universidade Federal de Viçosa (MG), que compararam a recomendação anterior (2011) e diferentes porcentagens dessa mesma recomendação (0%, 33%, 67%, 100%, 133% e 167%), demonstrando que tanto a produção de ovos como a conversão alimentar foram melhores quando as aves receberam os níveis mais altos.

Saúde

Várias vitaminas estão diretamente relacionadas com a resistência a doenças e resposta imunológica das aves (vitaminas A, D, E e C), sendo que a vitamina E talvez tenha sido a mais estudada. Muitos trabalhos de pesquisa demonstram os efeitos positivos da suplementação de níveis elevados de vitamina E sobre a resposta imunológica a protozoários, bactérias e vírus.

A combinação de 65 mg/kg vitamina E e 1.000 ppm vitamina C durante stress calórico demonstrou as melhores respostas de proliferação de linfócitos, indicando uma importante função da vitamina E para a manutenção da saúde de podeiras (Puthpongsiriporn e col., 2001).

Qualidade do produto final

A vitamina E é um nutriente particularmente seguro. Sua suplementação em níveis muito superiores aos recomendados nutricionalmente (20.000 ppm) não tem impactos negativos no desempenho e na saúde animal.

Altos níveis têm sido utilizados para melhorar a estabilidade oxidativa da gema do ovo, particularmente quando são utilizados ingredientes com alto conteúdo de ácidos graxos poliinsaturados. Grune e col. (2001) adicionou óleo de peixe à dieta de poedeiras, que foi suplementada com níveis de 0 a 160 mg de vitamina E por kg de dieta. Para prevenir o aumento da peroxidação dos lipídeos durante a produção e armazenagem dos ovos enriquecidos com ácidos graxos poliinsaturados, uma suplementação de, pelo menos, 80 mg de vitamina E foi necessária.

Além disso, como várias vitaminas apresentam uma alta taxa de deposição nos ovos, é possível produzir ovos enriquecidos com vitaminas para atender às necessidades dos consumidores que buscam alimentos mais saudáveis e nutritivos.

Conclusões

Assim como em outros nutrientes, que têm recebido a atenção diária de nutricionistas e pesquisadores, os níveis de suplementação de vitaminas devem ser constantemente revisados.

As vitaminas têm impacto direto na saúde e desempenho dos animais e contribuem para a qualidade do produto final. 

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JOSÉ MARIA LUVIZOTTO JR.

é gerente comercial DSM

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