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Moscas: problemas para a avicultura, soluções de manejo

As moscas representam um sério problema para a criação intensiva de animais de produção.

Elas disseminam doenças através das patas, asas, abdome e fezes, como diarreias, bouba aviária e salmoneloses. Também provocam estresse permanente nos animais, provocando queda na produtividade, aumento no custo com os tratamentos, diminuição na qualidade dos ovos por sujidades depositadas e menor rentabilidade para o avicultor.

Além dos prejuízos causados à produção, as moscas também são responsáveis por problemas de saúde pública, seja causando estresse aos funcionários, ou mesmo pela contaminação de alimentos, transmitindo diversas doenças a seres humanos. Além disso, são frequentes as ocorrências de demandas judiciais, em virtude dos transtornos causados aos habitantes da região onde as moscas se proliferam.

Com a alta capacidade de adaptação às condições ecológicas criadas pelo homem, as moscas encontram nas instalações rurais o ambiente ideal para se proliferar, alimentando-se de fezes de animais, restos de rações ou comidas e sobras da produção agrícola. O controle de moscas na avicultura de postura deve mirar o acúmulo de esterco que ocorre na parte inferior das gaiolas suspensas.

O desconhecimento sobre o manejo adequado e a aplicação de medidas corretas de controle de criação de moscas leva a conclusões errôneas tanto sobre as causas do problema, quanto sobre as possíveis soluções. O acúmulo de fezes sob as gaiolas sugere ao observador uma falta de cuidado do avicultor.  Entretanto, tal acúmulo significa que as fezes estão secas e, nesse caso, não permitem a criação de larvas de moscas. Elas só se criam no esterco úmido ou molhado (com umidade acima de 50%). A secagem desse material e a preservação da fauna de predadores e parasitos de ovos e larvas de moscas mantém a situação em equilíbrio.

Embora tenha capacidade de voo de até cinco quilômetros, a maioria das moscas criadas no esterco permanece no mesmo local, sendo esse um ambiente propício à preservação da espécie. A mosca doméstica (Musca domestica) pode causar grandes prejuízos, principalmente quando em altas infestações, o que ocorre nos períodos mais quentes e úmidos do ano. Grandes populações de moscas em uma propriedade estão diretamente relacionadas a falhas no manejo de resíduos.

No esterco de poedeiras e de cama de aviário criam-se, principalmente, as moscas domésticas, além de varejeiras (califorídeos e sarcofagídeos), todas elas nocivas. Essas últimas criam-se, geralmente, no esterco bem molhado pelo vazamento de bebedouros e nos ovos quebrados ou de casca mole que caem no esterco, assim como em carcaças (composteiras mal manejadas). Por outro lado, criam-se, também, espécies predadoras que fazem um controle biológico natural, como as moscas de jardim (sirfídeos), a mosca soldado (Hermetia iluscens) e a mosca do lixo (Ophira aenescens), que se alimentam de ovos e larvas das outras moscas.

AS MOSCAS E O CONTROLE

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Moscontrol: aliado no combate às larvas

As moscas se desenvolvem pelo processo denominado metamorfose completa, compreendendo os estágios de ovo, larva, pupa e adulto. O ciclo se completa entre 7 e 35 dias, dependendo da temperatura e umidade ambientais. A fêmea põe seus ovos numa grande variedade de substratos orgânicos em putrefação, decomposição ou fermentação, tanto de origem animal quanto vegetal, daí sua particular preferência por estercos, fezes e lixo.

No período entre os meses de outubro e março, a infestação de moscas é maior devido ao clima, pois nessa época do ano a temperatura é elevada e a umidade é maior em função das chuvas.

O ciclo da mosca, nesse período, se completa em 7 dias. A fêmea vive em torno de 30 dias e, nesse período, coloca, em média, 700 ovos. Um único casal pode gerar até 125.000 descendentes em 4 semanas. A mosca doméstica, em países tropicais, pode produzir até 30 gerações. Para a nutrição de cada larva é necessário cerca de um grama de esterco.

Considerando a capacidade das moscas de causar transtornos e transportar agentes patogênicos, tais como bactérias, vírus, protozoários e ovos de helmintos, torna-se fundamental manter, na propriedade, um programa integrado de controle dessas pragas, utilizando todas as técnicas existentes, sejam elas mecânicas, biológicas ou químicas. Essa integração compreende a utilização de medidas baseadas em técnicas de monitoramento da população e conhecimento do comportamento das moscas.

Medidas de controle mecânico envolvem detalhes de construção, manejo de resíduos de esterco, ovos e carcaças e práticas sanitárias. O manejo biológico visa à preservação da fauna de predadores e parasitos de ovos e larvas, buscando o equilíbrio da infestação. Por essa razão, não se recomenda o uso de produtos adulticidas em estercos, por exemplo, por causarem a morte de predadores, desequilibrando ainda mais o sistema.

A necessidade da utilização de métodos químicos para o controle de insetos e moscas em geral deve ser identificada pelo responsável técnico da granja, através de avaliação visual, pelo conhecimento dos produtos a serem aplicados, o melhor momento para sua aplicação, a quantidade a ser usada, e a relação de eficiência e viabilidade econômica para o avicultor.

Deve-se adotar um produto com ação larvicida (seletivo) para o controle das larvas e outro produto adulticida para o controle das moscas adultas. Dessa forma, o ciclo será interrompido, obtendo-se um controle adequado.

Vale ressaltar que é melhor prevenir a multiplicação, evitando os criatórios, do que combater o inseto adulto diretamente.

O uso contínuo de larvicidas administrados via ração - como os produtos à base de ciromazina - deve ser utilizado enquanto as condições climáticas forem favoráveis ao desenvolvimento de larvas e de moscas, nas épocas de chuvas ou quaisquer outras situações em que o esterco demora mais a secar.

A dose recomendada de ciromazina é de 5 mg/kg de ração (5 ppm), ou seja, em um produto com concentração a 10%, deve-se utilizar 100 g desse produto para cada 2 toneladas de ração.

Recomenda-se fazer uma pré-mistura para garantir a perfeita distribuição do produto na ração além de ser fundamental a granulometria desse produto para a total dispersão do princípio ativo na ração, garantindo um melhor desempenho.

A ciromazina atua na fase larval do inseto, impedindo sua evolução para a fase adulta. Dessa forma, interfere no desenvolvimento do primeiro estágio da larva da mosca doméstica sem atuar em moscas adultas, outros insetos ou habitantes que se desenvolvem no esterco, e nem em animais. Pode ser utilizada, inclusive, para a pulverização de esterco ou outros focos de proliferação de larvas, sem afetar o controle biológico realizado pelos inimigos naturais das moscas.

Para a pulverização, basta diluir 5 g do princípio ativo ciromazina em 2 litros de água e pulverizar em cada 10 m2 de superfície com focos de larvas. Ao escolher o produto, o avicultor deve, necessariamente, optar por uma marca que tenha registro em órgão competente, como o Ministério da Agricultura, o Mapa. Também é muito importante certificar-se de que o produto tem indicação para poedeiras comercias com segurança comprovada e isso pode ser feito através de teste de resíduo em ovos, com zero dias de carência para consumo humano.

A Desvet possui um produto à base de ciromazina – o Moscontrol - preparado, especialmente, para ser misturado no alimento das aves de postura, visando o controle das infestações de moscas. Sua especial granulometria permite a total dispersão do princípio ativo na ração, garantindo uma melhor performance do produto.

O Moscontrol atua na fase larval do inseto, através da alteração no metabolismo de sua epiderme inibindo o processo de esclerotização da cutícula e impedindo sua evolução para a fase adulta. Dessa forma, interfere no desenvolvimento do primeiro estágio da larva da Musca domestica. Larva e pupa sofrem uma transformação morfológica atípica antes de sua morte.

Por outro lado, como um regulador do crescimento de insetos, o princípio ativo exerce seu efeito tóxico afetando o sistema nervoso de estágios larvais imaturos dos mesmos.

O produto da Desvet não necessita de nenhum período de carência em ovos, pois não deixa resíduos nesse alimento destinado ao consumo humano.

Os profissionais do campo, constantemente orientam os avicultores e colaboradores das granjas na implantação de normas sanitárias e hábitos de higiene que impeçam a proliferação das moscas. Essa educação deve ser contínua, em virtude da rotatividade da mão de obra nas granjas. Somente com a conscientização de todos, obtida pela transmissão de conhecimentos na área de controle de pragas, é possível manter um trabalho contínuo com resultados satisfatórios.

Saiba mais sobre o Moscontrol e outros produtos da Desvet no site da empresa: www.desvet.com.br 

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CRISTHIANO FERREIRA CALDERARO - assistente técnico da Desvet – é médico veterinário formado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) – Lages (SC), em 2003, com especialização em marketing, comunicação e vendas pela Universidade do Norte do Paraná (UNOPAR) – Londrina (PR), em 2010. Atua desde 2013 como assistente técnico na Desvet Produtos Veterinários, atendendo agroindústrias e cooperativas de avicultura de corte, postura comercial e suinocultura da região Sul do país (PR, SC e RS) bem como postura comercial do Oeste paulista.

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