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Dois mil e dezesseis... 2017... 2018...

Nos últimos anos, dizer que teremos desafios a serem enfrentados no ano corrente deixou de ser novidade em muitos aspectos. Mudamos da pergunta “Teremos desafio neste ano?” para a questão “Qual será o desafio deste ano?”. A exemplo disso, os custos de produção sofrem forte impacto das variações rápidas do mercado de commodities e a participação dos custos de mão de obra está cada vez maior.

O período de crise econômica gera reações diversas: manter as rotinas atuais para ajudar a continuar com a previsibilidade dos resultados, reduzir ou interromper o uso de determinados produtos, revisar os ítens geradores de custos variáveis.

Ao mesmo tempo, buscamos ações que funcionaram anteriormente em situações parecidas. Mas, em alguns casos, é necessário buscar caminhos diferentes na expectativa de obtermos novos resultados.Evitamos “mexer em time que está ganhando” ao mesmo tempo que consideramos que “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes” (Albert Einstein).

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Otimização dos custos fixos reduzindo a mortalidade dos lotes

Aumentamos o período de aproveitamento das aves na fase de produção. Investimos em tecnologia dos galpões e seus equipamentos e a presença de aves nos galpões é importante para que a produção de ovos por cada ave alojada ajude na recuperação dos investimentos.

Nos últimos anos, reduzimos alguns desafios sanitários e mantivemos outros sob controle. Contudo, alguns problemas sanitários, aparentemente controlados, têm ganhado força e prejudicado de forma permanente o desempenho dos lotes durante a fase de produção. Afinal, “aves mortas não produzem ovos”.

Doença de Gumboro

Essa enfermidade causou muitas perdas econômicas no início dos anos 2000, mas tem sido controlada ao longo dos últimos anos com o advento de novas vacinas. Entretanto, têm surgido demandas técnicas em virtude de problemas recorrentes relacionados a sintomas discretos que causam perdas econômicas significativas (aumento de refugagem, desuniformidade dos lotes, aumento na necessidade de medicação dos lotes).

O não-controle da doença de Gumboro pode causar aumento gradativo do desafio de campo (associado ou não à presença de cepas não cobertas pelo programa vacinal). Monitorar a Bolsa de Fabricius entre 21 e 35 dias de idade é importante para sabermos como está a condição sanitária dos lotes.

Doença de Marek

Essa doença, muitas vezes, recebe pouca atenção pelo fato da vacinação ocorrer em incubatórios. Porém, ganha importância quando consideramos que não são realizadas revacinações no campo. Aumento de refugagem na fase de recria pode ser característico de problemas no campo. É importante mantermos registros acurados das pesagens e mortalidade dos lotes durante a fase de cria e recria. É válido manter o registro das vacinas aplicadas (produto e laboratório) no incubatório.

Micotoxicoses

A incidência e intensidade dos desafios encontrados no campo têm se mantido constantes. Além de causar piora na conversão alimentar dos lotes, as micotoxinas também pioram a resposta imune das aves. Isso reduz a eficácia das vacinas e o retorno econômico dos lotes.

Existem diversos perfis de adsorventes de micotoxinas disponíveis no mercado, e é por meio da avaliação econômica e estabilidade dos resultados que avaliamos a eficácia do controle de micotoxinas.

Colibacilose

Os problemas causados pelas colibaciloses podem ser primários ou secundários. Em ambos os casos, o aumento da mortalidade dos lotes resulta em redução da quantidade de ovos produzidos por ave alojada. A presença endêmica de outros agentes causadores de doenças respiratórias, como pneumovírus, aumenta a necessidade de medicação dos lotes, gerando despesas adicionais.

A adoção rotineira da vacinação contra colibacilose tem se mostrado eficaz, viável e segura para proteger os lotes contra esses problemas sanitários em postura comercial, bem como em frangos de corte e reprodutoras.

Salmoneloses

O controle de Salmonella tem exigido esforços e custos adicionais. O estresse calórico, a suscetibilidade das aves e o desafio de campo são fatores importantes. Por isso, a dificuldade no controle dessa doença pode causar piora no desempenho dos lotes (aumento de mortalidade), redução na disponibilidade de mão de obra (vacinações sucessivas) e aumento nos custos de formação das frangas. É recomendável a reavaliação dos programas vacinais quando não têm sido obtidos os resultados esperados após ajustes iniciais.

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Otimização dos custos variáveis protegendo a conversão alimentar dos lotes

Existem maneiras variáveis de reduzirmos os impactos do aumento de custo dos insumos. Em geral, aumentamos o uso de ingredientes alternativos, revisamos os níveis nutricionais ou revisamos o uso de aditivos presentes na ração. Contudo, a conversão alimentar gera o balanço entre as medidas adotadas e os resultados obtidos. Precisamos ficar atentos se as ações adotadas não são neutralizadas por uma piora na conversão alimentar (seja aumentando o consumo de ração, seja piorando a produtividade dos ovos).

Clostridioses

O clima quente e as condições de armazenagem da ração no campo podem favorecer a proliferação de desafios associados às clostridioses. O uso de aditivos melhoradores de desempenho na ração é útil no controle da maioria das situações. Dessa maneira, é recomendável avaliarmos a condição da integridade intestinal em todas as porções do trato gastrintestinal e ajustar o uso dos aditivos disponíveis para o tipo de desafio encontrado.

Probióticos

Os probióticos são importantes agentes na exclusão competitiva de patógenos no trato gastrintestinal. A disseminação de Salmonella através do trato gastrintestinal pode ser reduzida com o uso de cepas específicas de Bacilllus subtilis. Também é possível encontrarmos no mercado cepas capazes de proporcionar benefícios adicionais e importantes na manutenção e melhoria da conversão alimentar dos lotes.

2016... Hoje, semana que vem, mês que vem

Manter o desempenho zootécnico e econômico dos lotes é tarefa árdua quando a condição do lote é satisfatória. Essa tarefa se torna mais difícil quanto mais problemas esse lote enfrentar desde o dia do nascimento.

Estabelecer parcerias que associem embasamento técnico em nutrição e sanidade são estratégicas para proteger os investimentos em ambiente, genética e mão de obra.

DIOGO TSUYOSHI ITO é gerente de produtos biológicos Aves da Zoetis

Contatos pelo E-mail: diogo.ito@zoetis.com

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